sábado, 25 de fevereiro de 2012


Produza uma pérola!

Gosto muito de pérolas... Não apenas porque foram a marca registrada de Chanel, mas porque a beleza delas não revela o processo pela qual passaram para serem produzidas. Antes de engravidar da minha pequenina tive um sonho que muito impressionou. Eu caminhava numa calçada de braço dado com uma jovem senhora da minha igreja e, enquanto conversávamos, nos dirigíamos para uma reunião de senhoras. Eu teria que dar uma aula sobre a produção de uma pérola. No meio do caminho esta jovem senhora avistava um ser muito assustador e me puxava para um beco, me abraçando e tapando os meus olhos dizendo: “Não olhe Gabi! É muito feio...” Então o ser se aproximava de mim e eu podia sentir a sua presença e ouvir a sua respiração, mas ele não me tocava. Somente depois dele ir embora é que continuamos caminhando. Um ano depois deste sonho eu vivi uma situação tão intensa que me vi como Jó, provado em sua fé. Me sentia feliz em pensar que Deus houvesse dito: "viste a minha serva fiel?" Mas não podia imaginar o que significava: "pode tirar-lhe, mas não a toques". Certa noite, em grande angústia, senti um desespero cruel e pensei não suportar tamanha dor. Então, as palavras me vieram à lembrança: “Não olhe Gabi! É muito feio...” Eu sabia que o ser estava ali, querendo tocar-me, tirar-me a fé, mas não podia. A ordem já havia sido dada: “pode tirar-lhe, mas não a toques.” Aqueles que são do Senhor o maligno não toca! Eu sabia que estava abraçada, preservada, protegida. Alguém cuidava de mim com muito zelo. Não podia olhar para o que estava vivendo, para a minha prova, a minha dor. Deveria fazer como a ostra que produz a pérola a partir de uma irritação, quando uma partícula estranha entra em seu manto. Era preciso muito nácar para isso, mas eu sabia exatamente como produzir tantas camadas brilhantes... Os instantes que permaneci no beco estive acompanhada e ainda que o processo da produção da minha pérola tenha sido lento, eu a ofereço a vocês neste blog. O ser foi mesmo embora e eu continuo caminhando. Afinal, Jó é um livro de louvor e não de provas. Pensem nisso.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Trabalho, Serviço, Mordomia e Instrumentalidade


Roberto Shinyashiki em seu livro “Você: a alma do negócio” afirma que o significado da palavra trabalho em hebraico (abador) é servir a Deus. Para ele, esta é a essência do trabalho: servir! Quando atendemos o outro em sua necessidade, estamos servindo. Deus nos deu dons e talentos para o serviço de sua obra. Ele mesmo nos criou e nos moldou conforme a sua vontade. Somos despenseiros na casa dEle, em nossas famílias e nos nossos locais de trabalho. A graça e a habilidade que precisamos vêm somente da comunhão com o seu santo espírito. Até mesmo o nosso temperamento está em constante sujeição à sua soberania. Ele prepara todas as coisas para que sejamos usados da maneira que lhe agrada, mas cabe à nós a decisão de servi-lo. Como na parábola dos dez talentos, não podemos enterrar aquilo que Ele nos confiou. Quando alcançamos esta máxima, nos tornamos mordomos. Não fazemos o que queremos, mas o que agrada ao dono. Não nos regalamos em privilégios, mas nos preocupamos com os interesses alheios. Ficamos gratos pela oportunidade do trabalho e a dureza das correções. O dicionário define este ofício com um benefício que inclui moradia, alimentação e serviços gerais. Assim estamos nós: longe da linda pátria, mas assistidos e alimentados diariamente na casa de nosso Senhor. Temos saudades daquele que nos foi preparar a mansão eterna. Ainda que vãos terrestres esplendores tentem nos encantar, não ficaremos aqui. É neste alcance que nos colocamos como instrumentos em suas mãos para sermos usados conforme lhe aprouver em seu louvor. Limpemos as nossas mentes com a água da palavra. Ele lavou os pés dos discípulos para que soubéssemos que a obra das nossas mãos só pode prosperar com um caminhar santo. 

sábado, 18 de fevereiro de 2012


Feliz 2012!

Para mim o ano novo só começa mesmo depois das férias escolares. A casa volta ao seu funcionamento normal e ficamos com uma sensação de pertencimento e funcionalidade. É claro que tudo isso seria insuportável sem os finais de semana e os feriados prolongados! Estes nos propiciam uma análise mais ampla da vida, descobrindo no que realmente vale a pena investirmos tempo, energia e dinheiro. É a “lei da sobrevivência”... Trabalhamos porque precisamos manter nossas despesas e sobrevivemos ao ritmo intenso da jornada nos realizando profissionalmente. Suportamos as pressões diárias e extravasamos todas elas em atividades seculares que nos oxigenam e renovam as nossas forças. Nos submetemos à responsabilidade e inflexibilidade dos horários semanais, certos de que seremos recompensados ao findar desta mesma semana.  O ano novo veio com uma vida nova. Toda palavra dita por Deus é cumprida! Enquanto aguardamos o cumprimento de suas promessas passamos pelo teste do tempo. Ele nos dá resistência e forja o nosso caráter conforme a sua vontade. Somos barro em suas mãos, vasos feitos para o louvor do seu nome. Não podemos estar vazios! Precisamos estar cheios de azeite para sermos usados com poder. O ano de 2012 nos reserva uma definição incondicional! Todos fomos chamados a trabalhar na seara, mas quem estará disposto a levar a preciosa semente? Os anjos quiseram falar do reino, mas este ofício foi dado a nós, os servos de Deus. Estejamos dispostos a cumprir o serviço que nos cabe no Senhor, sendo sóbrios em tudo. Como Paulo disse: apóstolo pela vontade de Jesus Cristo. Com os lombos cingidos com o cinturão da verdade, soframos as aflições que nos cabem realizando a obra de evangelistas. Carreguemos a arca da presença de Deus nos ombros até que sejamos arrebatados. Feliz Ano Novo...