domingo, 28 de julho de 2013

Um ano sem escrever no blog...

Um ano sem escrever no blog... Os dias têm sido trabalhosos e, por isso, tenho andado longe da linda pátria. Quando eu era jovem, fazia parte de um grupo de amigos que tinha como prioridade o louvor, a adoração e passava seu tempo livre orando e estudando a palavra. Nos reuníamos nas tardes de domingo para conversar e passávamos horas colocando juntos no altar do Senhor os motivos de oração mais urgentes. Amávamos estar juntos e quando lanchávamos depois do culto, brincávamos um com o outro que moraríamos todos num condomínio depois de casados, para que nossos filhos nascidos depois da virada do milênio pudessem nos ouvir contar nossas histórias, todas iniciadas com “desde mil e novecentos...”. Há alguns anos, esperando o culto iniciar em minha igreja, eu ouvia em espírito de oração o louvor “Da linda pátria” ser tocado pela flauta e o violão. Naquele instante pude ver a eternidade como um lindo jardim ao entardecer. Não havia sol, mas um céu alaranjado iluminava tudo ao redor. Um anjo estava sentado na varanda de uma mansão celestial, tocando uma harpa e na rua de ouro vinha caminhando outro anjo tocando uma flauta de bambu. Ambos acompanhavam a melodia do hino que era tocado naquele instante na igreja. Compreendi que este é o desejo de Deus para nós ao final de cada dia: adorá-lo. Assim como fazia com Adão e Eva todos os dias, Deus tem o desejo de conversar conosco passeando pelo jardim secreto da adoração. Finalizei o ano de 2012 com uma dedicação extra de tempo ao novo emprego. Os últimos meses foram de pouco sono, em vigílias dedicadas à redação de e-mails, revisão de provas e leitura de inúmeros textos. Depois de concretizados os eventos de encerramento do ano letivo, o grande Eu Sou me disse: “Retira o computador e restitui a adoração!” Eu havia colocado o computador ao lado do piano na sala e a antiga busca que fazia de madrugada foi substituída por ansiedade que só podia ser saciada com trabalho. Quando nos dedicamos à adoração, há um derramar da nossa alma aos pés do Senhor e não há nada mais importante neste instante. Nos comportamos como a mulher que derramou o unguento aos pés de Jesus e nos deleitamos ao tocá-lo. A graça dele nos basta. Para muitos é um desperdício dedicar tempo à igreja, mas para aqueles que se dedicam ao serviço da obra sabem que em vão será levantar de madrugada, comer o pão de dores porque Deus dá aos seus enquanto dormem. Como Maria, irmã de Lázaro, era preciso escolher a boa parte. Contudo, desacelerar não seria fácil... restituir a adoração implicaria em tempo dedicado à herança. Portanto, para voltar a ir à igreja deveria cuidar primeiro de minha família, da vida daqueles que eram mais preciosos para mim: meus filhos! A organização de uma nova rotina implica em disciplina. Certa vez eu li que todo novo hábito é instituído em 3 semanas, como um trabalho maravilhoso da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, a cada sete dias libertando, revelando e instituindo o novo pelo poder de sua palavra. Do nada Deus faz tudo e chama as coisas que não são como se fossem. Pelo poder da fé é que elas acontecem. Eu estava caminhando longe de casa e já era hora de voltar. Retomar as tardes de domingo com louvor ao piano com os da minha casa, aguardar a mudança para a linda pátria e reencontrar amigos queridos, que não mais contarão histórias iniciadas no século em que nasceram, porque estaremos vivendo um tempo eterno.