quarta-feira, 18 de janeiro de 2012


Férias, jogos de dominó e a velha correção

Um mês de férias: sete rodadas no campeonato de dominó com os meus filhos. Foram setenta partidas, das quais posso contar nos dedos de uma mão as que ganhei... É inacreditável, não é mesmo? Duas crianças de oito e cinco anos vencerem a mãe tão vivida e experiente em jogos de estratégia e raciocínio? Os dias de chuva foram cheios de tensão por causa desta competição! Quando meu esposo chegava no final do dia eu estava exausta e muito, muito descabelada... Eram gritos, protestos, choros e minutos revezados de pensamento no tapete verde do corredor, até que estivessem abertos a uma negociação. O fato é que as brincadeiras não apenas nos propiciam viver situações de liberdade e prazer, mas revelam muito de nossa personalidade e nosso caráter. As férias, ao contrário do que muitos pensam, são oportunidades únicas de correção daquilo que nos escapou durante o ano. Um intensivo de aprendizagem! Observe as crianças enquanto brincam e você poderá identificar o comportamento de muitos adultos. Quando temos filhos pequenos somos obrigados a nos socializar com diferentes grupos. São festas de aniversários, reuniões e apresentações na escola, passeios e inúmeros convites para lanches e tardes de brincadeira na casa um do outro. Basta os adultos iniciarem uma boa conversa que logo surgem os conflitos da divisão de brinquedos e os protestos das vitórias e derrotas de cada um. Sem falar do típico “ninguém quer brincar comigo”... Filhos são herança! Herdam características físicas e temperamentais. Personalidade e caráter são constituídos por exemplos de convivência, mas temperamentos precisam ser trabalhados ao longo de uma vida. É um processo de mão dupla para pais e filhos. Não é à toa que o bom pastor do Salmo 23 consola com uma vara! Precisamos resignificar situações antigas e nos dar a oportunidade de reelaborá-las corrigindo os desvios de percurso – seja como pais, seja como filhos. Sempre há tempo! Quem é que está perdendo aqui?! Duro vai ser jogar as outras trinta partidas...
  

3 comentários:

  1. Gabi,
    Comecei a ler sues artigos agora, este e o tecerceiro, nao me contive, Tive que parar para TE DIZER que estou maravilhada com as expericencias que voce compartilha conosco. Voce fala como mae, mulher e educadora. Adore a forma como voce fecha cada artigo, sempre com uma palavra de fe, sim porque e justamente isso que precisamos para sermos mais que vencedoras como filhos de Deus, " FE E ESPERANCA" E o que nos leva ao caminho da Vitoria !
    TE amo,
    Deus TE Bencoe!

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  2. Gabi,

    seguindo sua estratégia de jogadora-vencedora, acho que o segredo é jogar, se necessário, "setenta vezes sete", posto que em relação às vivências com os filhos cada jogo é único, ainda que as jogadas sejam repetidas e os parceiros sejam os mesmos sempre. E nisso a herança não se perde e a via de mão dupla leva a um único destino. Saudações maternais e pedagógicas, Arlene.

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  3. Gabriela, mais um excelente texto que hj você postou em seu blog, mas um trecho em particular me chamou muita atenção e concordo plenamente com ele:"Filhos são herança! Herdam características físicas e temperamentais. Personalidade e caráter são constituídos por exemplos de convivência, mas temperamentos precisam ser trabalhados ao longo de uma vida. " Bjs.

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