domingo, 1 de setembro de 2013

Filho da promessa



Hoje meu moreno passou de classe na igreja. Ele está tão crescido, que não posso acreditar! Durante todo o mês de setembro em minha igreja oramos pela obra no exterior. Foi exatamente neste mês que fomos embora do Brasil para peregrinar por um ano nos EUA e – por um plano profético – este nosso segundo filho nasceu naquele país neste mesmo mês. Embora já estivéssemos frequentando a igreja por três anos, ainda não tínhamos o entendimento de obra e vivíamos a religião. Estávamos sendo doutrinados, mas as profundas experiências que marcariam as nossas vidas ainda estavam por vir... Somos fruto da obra no exterior. Foi difícil decidir ir embora e deixar tudo, mas a minha mãe estava lá me esperando e – naquele momento – para mim, ela representava a igreja. O Senhor foi cuidadoso ao mostrar numa visão que meu esposo e eu deveríamos fazer isto juntos, como casal. Não suportaríamos ficar sozinhos, sem o apoio um do outro. Inexplicavelmente, todo o sonho americano escapou de nossas mãos exatamente no momento em que chegamos naquele país. Como que se vendas caíssem dos nossos olhos, pudemos enxergar a grande loucura que havia sido sair da nossa terra e deixar a nossa parentela para estar ali. Nosso primeiro filho, tão tenro em idade, precisava ser protegido de nossa precipitação e decidi estar com ele em casa, enquanto meu esposo saía para trabalhar. Depois de uma semana da nossa chegada, descobri que estava grávida. Apesar do impacto da notícia, ficamos todos felizes. Antes de completar um mês de gestação, comecei a passar mal e sangrar. Depois de esperar por 8 horas na emergência do Massachusetts General Hospital, foi constatado o aborto. Logo que cheguei em casa, orei ao Senhor e perguntei como ele podia fazer aquilo comigo, sendo eu uma serva dele? Então abri a palavra e a resposta em Jó 40:1-5, foi: “Respondeu mais o Senhor a Jó e disse: Porventura contender contra o Todo-Poderoso é ensinar? Quem assim argue a Deus, responda a estas coisas. Então Jó respondeu ao Senhor, e disse: Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho na minha boca. Uma vez tenho falado, e não replicarei; ou ainda duas vezes, porém não prosseguirei.” Depois de retornar ao hospital algumas vezes para exames e sondagem acerca de possível curetagem, os médicos não podiam entender como eu poderia ter abortado espontaneamente numa gravidez ectópica, não havendo necessidade alguma de intervenção cirúrgica. Foi um grande livramento de morte para mim. Dois meses depois, engravidei novamente e, de imediato, eu consultei acerca daquela gestação e a palavra foi em Lucas 1:64-66: “E logo a boca se lhe abriu, e a língua se lhe soltou, e falava, louvando a Deus. E veio temor sobre todos os seus vizinhos, e em todas as montanhas da Judéia foram divulgadas todas estas coisas. E todos os que as ouviam as conservavam em seus corações, dizendo: Quem será pois este menino? E a mão do Senhor estava com ele.” Temi com aquela palavra. Eu sempre desejara ter dois meninos em idade aproximada e Deus estava me dando. O lema daquele ano era: “Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra vós, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente” (Deuteronômio 30:19). Naquele instante escolhi a vida abundante que há no Senhor Jesus! Fiz um propósito com o Senhor de fazer parto normal para que minha recuperação fosse rápida e meu primogênito não ficasse desamparado em meu resguardo. Eu sabia que no país do capitalismo selvagem, tempo é dinheiro, e ninguém pararia para me ajudar. Eu estaria sozinha e os dois pequeninos dependeriam exclusivamente de mim. Então eu pedi um sinal ao Senhor. Minha bolsa gestacional teria que romper antes para intensificar as contrações. Parto normal depois de cesariana poderia ocasionar em ruptura de útero, caso o parto fosse induzido. Os meses que seguiram foram de muita intimidade com o Senhor e a assistência do grupo de senhoras foi fundamental para que isto acontecesse. Depois de uma semana de idas e vindas ao hospital já no nono mês, com intensas contrações, eu permanecia aguardando a bolsa romper. Até que minha mãe e meu esposo me obrigaram a retornar ao hospital, pois tinham a certeza de que o bebê nasceria. Então, quando cheguei ao estacionamento de nosso condomínio, eu clamei: “Senhor, eu estou indo para o hospital e se o Senhor não me der o sinal do rompimento da minha bolsa gestacional, eu farei cesariana!” No mesmo instante, a bolsa rompeu e as contrações aumentaram. Foram 7 horas no push, tentando fazer com que o gigante de 5kg nascesse. Nesta última hora, a igreja também tem dores de parto. Ela geme pela vida eterna. Aqueles que têm nascido nesta última hora não tem se encurvado ao deus de prata e ouro. Eles têm escolhido outro tesouro, um que a traça e a ferrugem não consomem. Nosso filho nasceu moreno, como a amada de cantares. Para nós ele representa a definição numa igreja em que resplandece o sol da justiça. Seu nome significa luz. Foi exatamente o que o Senhor fez naquele instante. Ele iluminou as nossas trevas e mostrou o caminho a ser seguido. Desde então a bênção tem permanecido em nossa casa e a cada dia buscamos para que as sete chamas do espírito permaneçam acesas. Hoje, olhando-o na igreja, lembrei da promessa... “Quem será pois este menino?” Ainda não sei ao certo, mas “a mão do Senhor está com ele” e mais uma etapa foi vencida. Deus é fiel! Toda honra e glória sejam dadas a Ele.

Um comentário:

  1. amei essa sua última postagem, me emocionei, glória a Deus pela sua família, sem dúvida vcs têem a marca da promessa, parabéns por mais uma etapa vencida.

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