segunda-feira, 4 de junho de 2012


A genética da igreja fiel

Logo que nasci tive uma bronquiolite e fui desenganada pelos médicos. Meu pai que já estava afastado da igreja há anos correu em busca de um diácono para uma imposição de mãos. Ele sabia que somente Deus é o autor da vida e que o poder da cura está na sua palavra. Naquele dia – profeticamente – fui consagrada ao Senhor e cresci ouvindo a minha mãe dizer o significado do meu nome: enviada de Deus. Durante o período da adolescência conheci pessoalmente este Deus que me enviara e me afeiçoei a Ele a cada vez que o ouvia falar através dos louvores e se revelar através de sua palavra a cada culto. Foram inúmeras declarações de que minha vida era um projeto de Deus e que nada poderia mudar isso. Em meu aniversário de 18 anos fiz um solo de dois louvores que falavam de minha entrega total à sua obra. Dois anos depois me afastei da igreja e do pasto seguro do bom pastor que cuidava de mim. Foi um período escuro, confuso, de poucas respostas. Todas as vezes que sentia o desejo de ir à igreja ou ouvir algum louvor o Espírito Santo me dava a mesma palavra: O Diabo vem senão para roubar, matar e destruir; mas Jesus veio para dar vida e vida em abundância. Certa noite fui dormir em grande angústia e, salteando os canais da televisão, qual não foi a minha surpresa ver escrito este versículo na tela!!! Parecia pegadinha... Na manhã do dia seguinte um jovem do meu prédio havia se suicidado. Temi. Tremi. Compreendi que desde o ato de minha consagração o sangue do cordeiro estava borrifado em minha testa e me foi por sinal declarando a quem pertencia. Como na noite da primeira páscoa, a morte passou por sobre a minha casa no terceiro andar e não me pôde levar. A Trindade estava comigo. Busquei o autor da vida. Ainda havia tempo. Minha mãe havia tido um sonho em que eu era uma criança pequena e chegava da praia chorando, triste e ferida. Não havia roupas que protegessem meu corpo das tempestades do mundo. Ela me abraçava e dizia: Tudo vai ficar bem agora. Como no sonho de minha mãe, fui recebida, cuidada e amparada pela igreja. O bom pastor não havia se ausentado de mim por um segundo sequer! Como compreender este grande amor de Deus por nós? Ele é mais forte do que a própria morte! Recentemente numa vigília, os servos levantaram sua mãos para adorar o autor da fé e emudeci lembrando das cenas de minha adolescência, em que de mãos levantadas eu declarara tantas vezes que pertencia a este Deus.  Eu só não sabia há quanto tempo...

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